21 Março 2019
Fonte:: UOL - Rodrigo Lara

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A Wi-Fi Alliance, entidade que é responsável por determinar padrões de tecnologia wi-fi, deu um passo nesta segunda-feira (14) que deve facilitar a criação de redes sem fio mais rápidas em casa.

Trata-se do lançamento do EasyMesh, novo padrão de conexão para redes domésticas do tipo malha (mesh, em inglês).

Esse tipo de rede é usado normalmente por empresas e cria nós de transmissão do sinal, uma tecnologia mais avançada do que os roteadores e repetidores que usamos em casanormalmente. O problema é que para ter essa rede mais profissa, era necessário que todos os aparelhos fossem da mesma marca, o que encarecia o sistema. A novidade é que agora será possível que aparelhos de empresas diferentes conversem entre si nesta rede do tipo malha.

Como funciona

A rede mesh é uma solução ainda nova no Brasil, sendo usado mais por empresas do que em residências, mas cada vez mais comum em mercados como o norte-americano.

Os roteadores do tipo malha são aparelhos mais "inteligentes" do que os roteadores comuns. Ao serem espalhados por uma casa, por exemplo, eles são capazes de espalhar o sinal de internet sem perda de velocidade --ao contrário do que ocorre com extensores de sinal tradicionais-- criando uma rede única para todos os dispositivos conectados.

Um dos segredos para esse tipo de rede manter a velocidade de conexão é o fato de que os roteadores sempre conectam os dispositivos no ponto de acesso mais rápido e no canal menos congestionado.

Daí a necessidade de adotar um padrão único entre fabricantes, já que se trata de uma comunicação complexa. A instalação independe de fios de rede e um conjunto de três roteadores do tipo chega a cobrir uma área de mais de 400 metros quadrados.

Um fator que complica usar rede mesh em casa é o preço. Por exemplo, a TP-Link vende o produto Deco M5, que custa no Brasil RS 1.599, em um conjunto com três roteadores. Nos EUA, sai mais barato, mas ainda caro: um único aparelho Google Wi-Fi custa US$ 119 (RS 456,96).

Apesar de promissor, nenhuma fabricante de roteadores se comprometeu a utilizar o novo padrão EasyMesh.

Ainda assim, o vice-presidente de marketing da Wi-Fi Alliance, Kevin Robinson, afirmou que a criação de um padrão permitirá que as empresas se concentrem em outros tipos de inovação.

"Isso abre a possibilidade de utilizar equipamentos novos juntamente com aparelhos que você já tem", diz.

Fonte:: G1 - Altieres Rohr

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Segundo um pesquisador de segurança, cinco mil roteadores da marca Datacom possivelmente em uso por clientes da operadora Oi estão vulneráveis a acesso remoto por meio do protocolo "Telnet", pois esses equipamentos, de fábrica, aparentemente não possuem uma senha configurada nesse tipo de acesso. Os equipamentos são fornecidos a clientes para permitir o acesso à internet.

Com acesso à configuração do roteador, um hacker poderia fazer alterações para redirecionar os clientes a páginas falsas, entre outros ataques. De acordo com o pesquisador Ankit Anubhav, que enviou os dados da sua pesquisa ao site de segurança "Bleeping Computer", os equipamentos vulneráveis eram três modelos da Datacom: DM991CR, DM706CR e DM991CS. Para resolver o problema, é preciso filtrar ou modificar a configuração do telnet nesses roteadores.

Procurada, a Oi informou que está analisando o fato para tomar as medidas cabíveis.

O manual do DM991CR, consultado pelo blog Segurança Digital, confirma que o aparelho possui acesso telnet e que ele não tem senha por padrão. Não está claro se o telnet vem habilitado de fábrica, mas uma linha no manual afirma que o acesso telnet é possível "se não for a primeira vez que o equipamento estiver sendo ligado e o endereço IP de uma das interfaces Ethernet já estiver configurado corretamente" -- ou seja, não parece ser necessário habilitar o telnet antes de utilizá-lo.

A Datacom, fabricante dos equipamentos, afirmou, por telefone, que "possui contratos de confidencialidade e não pode se posicionar sobre as redes de clientes". Quando foi explicado que a dúvida não era sobre as redes de clientes e sim sobre a configuração de fábrica do produto, a representante da companhia reafirmou que "esse é o posicionamento da empresa".

Telnet
O Telnet é um antigo procolo de comunicação, amplamente utilizado em terminais e conhecido para seu uso em administração remota de equipamentos de rede e até computadores.

Seu uso na maioria das aplicações é considerado obsoleto, pois é preferível que seja utilizado o muito mais seguro Secure Shell (SSH). Diferentemente do Telnet, o SSH prevê a criptografia do tráfego, o que aumenta a confiabilidade e a confidencialidade da conexão.

Os equipamentos da Datacom também são compatíveis com SSH, mas muitos equipamentos da "internet das coisas" possuem apenas Telnet.

Fonte:: Olhar Digital -RENATO SANTINO

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A atualização de abril do Windows 10 deveria trazer uma nova leva de recursos para o sistema operacional, mas trouxe consigo uma leva de problemas. A situação é especialmente grave com computadores que usam alguns modelos de SSDs Intel, que chegaram a ter o update bloqueado.

O bloqueio acontece com as famílias Intel SSD 600p e Intel SSD Pro 6000p. O motivo é simples: máquinas com essas unidades de armazenamento se tornaram incapazes de ligar, travando ainda na fase de inicialização do sistema.

O problema não tem solução conhecida até o momento. Para o computador voltar a funcionar como deveria, é necessário pressionar o botão F8 na fase de ligamento da máquina e reverter a atualização para uma versão anterior. Para evitar maiores transtornos, a Microsoft está impedindo essas máquinas de serem atualizadas enquanto uma correção definitiva não aparece.

Como nota o site Ars Technica, a questão é restrita ao firmware da Intel no SSD, e outros dispositivos usando os mesmos controladores, mas com firmwares diferentes, não apresentam problemas.

O lançamento da atualização de abril do Windows 10 tem sido particularmente conturbado, chegando ao ponto de ser atrasado em decorrência de um bug que causava a “tela azul da morte”, descoberto nos últimos instantes antes da liberação. De lá para cá, uma série de problemas têm sido relatados, como uma “tela preta da morte” e incompatibilidade com o Chrome, o navegador mais popular do mundo, que apresentava travamentos frequentes.

Fonte:: IDGNOW!

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A Microsoft deu todos os tipos de razões aos consumidores para mostrar que o ritmo mais rápido de atualizações do Windows 10 é uma ótima ideia, desde manter-se atualizado com as mudanças tecnológicas até ficar à frente dos hackers ao melhorar constantemente a segurança.

O que nunca é falado é quanto esses lançamentos mais rápidos custam aos usuários.

Em um relatório recente, a Gartner colocou números na mesa e concluiu que os updates de recursos bianuais da Microsoft eram um peso maior para as empresas do que o tempo padrão de upgrade, que variava entre seis e oito anos, até a chegada do Windows 10 em 2015.

O documento descreve uma ferramenta oferecida pela consultoria aos clientes, a "Windows 10 Feature Update Cost Model”, que permite que as empresas estimem os custos para aplicar entre um e dois updates desse tipo ao ano. O objetivo: “esboçar e planejar as suas necessidades de custos e mão de obra” para essas transições.

“As organizações precisam avançar de comandar projetos poucos frequentes com a atualização do Windows a cada seis ou oito anos para ter um processo contínuo de qualificar e impulsionar os updates a cada seis ou 12 meses”, afirma a Gartner no relatório. “Isso resulta em um padrão diferente para pessoal e orçamento. Tarefas que costumavam ser feitas em um projeto financiado de forma separada – possivelmente com a ajuda de um provedor de serviços – se transformam em uma tarefa que precisa ser feita continuamente, provavelmente pela equipe de TI existente.”

A Gartner afirma que esse modelo prova que o Windows 10 é menos caro para fazer o upgrade ao longo de um período de seis anos em comparação com o grande upgrade “das antigas”, desde que as empresas se limitem a atualizar o Windows 10 uma vez ao ano. Mas participe da “festa de atualizações” da Microsoft duas vezes ao ano e os custos vão superar a abordagem tradicional.

“As organizações que implementarem duas atualizações ao ano terão custos significativamente maiores do que tinham quando faziam um upgrade a cada seis anos”, afirma a Gartner. Segundo a consultoria, os custos dobram nesses casos.

A Gartner mostrou o resultado das estimativas ao demonstrar aos clientes um passo a passo sobre uma empresa fictícia de 2.500 funcionários. Em um exemplo, a maior parte dos PCs não eram gerenciados de forma rigorosa, o que significa que os profissionais podiam instalar aplicativos e mudar as configurações como quisessem. No outro, a empresa tinha um ambiente “locked and automated” (algo como “travado e automatizado”), muito mais controlados. Em ambos os casos, a Gartner colocou os custos para uma e para duas atualizações ao ano. Esses valores então foram comparados ao custo atual de fazer um upgrade a cada seis anos.

No cenário base, cada PC não gerenciado custaria 445 dólares para receber um upgrade, com a maioria do valor sendo de custos diretos ao departamento de TI. Um PC gerenciado de perto pela empresa, por outro lado, custaria apenas 256 dólares para receber o mesmo upgrade principal - a cada seis anos.

Implementar um upgrade de recursos do Windows 10 por ano geraria custos totais próximos dos registrados no upgrade feito a cada seis anos, conforme a Gartner. Em um cenário sem gerenciamento das máquinas, o upgrade de cada PC custaria 77 dólares ao ano – ou 462 dólares em seis anos (seis upgrades), representando um aumento de 4% em relação ao valor base. Já os PCs gerenciados de perto teriam um custo de 43 dólares por upgrade, ou 258 dólares no total, representando um aumento de apenas 1% em relação ao custo do upgrade a cada seis anos. 

Mas ampliar a frequência dos upgrades de uma para duas vezes ao ano joga os custos lá para cima. Cada PC não gerenciado teria um custo de 66 dólares por upgrade, ou 792 dólares ao longo de seis anos (12 upgrades), um aumento de 78% em relação ao método tradicional de um upgrade a cada seis anos. Já nos PCs gerenciados, por outro lado, cada upgrade custa 42 dólares, ou 504 dólares no total, um aumento de 97%.

Ao limitar o suporte de cada upgrade a 18 meses, a Microsoft torna muito difícil (se não impossível) que a maioria das empresas pulem os upgrades alternativos e assim implementem apenas uma atualização principal por ano. O Gartner, na verdade, chegou a fazer uma campanha para um suporte maior, de 24 meses, digamos, que permitiria que mais clients pudessem realizer apenas um upgrade ao ano. Esse lobby teve origem no feedback que recebeu dos seus clientes, de acordo com a consultoria.

“A Microsoft gostaria que as empresas implementassem todos os updates, mas as organizações tem sido desafiadas a implementar updates a cada seis meses, e muitas esperam fazer apenas uma atualização por ano”, afirma a Gartner no relatório em questão.

Adotar um upgrade único do Windows 10 por ano será possível em 2018 e 2019, uma vez que a Microsoft adicionou temporariamente seis meses extras às versões 1703 e 1709 do Windows 10, para um suporte total de 24 meses. Mas com a versão 1803, lançada em 30 de abril, o suporte de 18 meses já retornou; essa build será aposentada em novembro de 2019.

Fonte:: IDGNOW!

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Na semana passada, a Microsoft liberou o Windows 10 April Update e, desde então, a empresa passou a receber reações negativas dos usuários em relação a alguns problemas com o microfone dos aparelhos e de casos de tela preta.

Porém, conforme relata o MSPowerUser, uma outra questão está incomodando os usuários que atualizaram os seus computadores. A Microsoft parece ter removido a opção “Desligar” do seu sistema caso o usuário tenha atualizações pendentes.

Antes, a companhia oferecia as opções “Atualizar e desligar” e “Atualizar e reiniciar”, junto com as opções “Desligar”, “Reiniciar” e “Descansar”. Dessa forma, o usuário escolhia quando ele iria baixar as atualizações que já estavam disponíveis.

Agora, com o fim do botão de desligar, os usuários estão sendo forçados a instalarem as atualizações, mesmo quando não desejam, para conseguir desligar o PC.

Fonte:: IDGNOW! - Jonathan Weech*

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Onde quer que você esteja agora, dá para dizer que algo próximo está sendo construído. O que exatamente, deve variar muito – de prédios a estações de metrô. Mas as construções realmente seguras terão sido feitas de acordo com os padrões da indústria de construção civil. Ignorar esses códigos não seria apenas ruim, mas também um risco.

Se falamos sobre um edifício, sobre atravessarmos a rua ou sobre nos aposentarmos, são as nossas decisões diárias de evitar riscos que podem determinar o nosso índice de sucesso. Em casa e no trabalho, muito do que fazemos hoje acontece em um computador. Todo computador contém muitas peças móveis, como um disco rígido ou uma unidade de estado sólido (SSD), onde todas as informações são armazenadas - planilhas, e-mails, fotos, jogos, filmes e muito mais. Portanto, nada pode ser pior do que a sua unidade de armazenamento morrer. Escolher a melhor tecnologia para armazenar seus arquivos e dados - em discos rígidos tradicionais ou nos SSDs mais recentes - é uma dessas decisões que podem te ajudar a evitar o risco de perdas significativas.

Como discos rígidos funcionam - Se você tiver muitos terabytes de dados e o dinheiro estiver curto, os discos rígidos (HDDs) podem ser uma opção decente. Antigamente os discos rígidos eram considerados tecnologia de ponta. Em um espaço nanométrico, eles usam minúsculos braços móveis para ler e gravar dados magneticamente em discos girando a 7.200 RPM. No entanto, essas partes móveis complexas também são o motivo pelo qual há mais risco de falha.

Como SSDs funcionam - Ao contrário dos discos rígidos, os SSDs não usam partes móveis mecânicas para ler ou gravar dados. Em vez disso, eles utilizam a tecnologia de memória flash, que usa elétrons para ler, gravar e armazenar dados. Como resultado, eles são mais rápidos, mais resistentes e mais propensos a durar mais tempo. A ausência de partes móveis significa menos atrito, menor consumo de energia e uma tecnologia mais inteligente, que prolonga a vida útil da unidade - e de todas as fotos, vídeos e arquivos nela contidos.

Resistência

Uma das formas de medir a resistência da unidade de armazenamento é a quantidade de choque em forças gravitacionais (Gs) que ela pode sofrer e ainda funcionar. "Choque" é basicamente a aceleração ou desaceleração de um objeto, e é maior quando isso acontece muito rapidamente, como numa queda, colisão ou impacto.

Vamos contextualizar. Quando seu tio bate nas suas costas, você está experimentando cerca de 4,1 Gs de choque. Chutar uma bola de futebol renderá aproximadamente 300 Gs. Um disco rígido tradicional quando "estacionado" (completamente desligado) é classificado para sobreviver até 250 Gs de choque em mais de 2 milissegundos. Em uso, no entanto, os discos rígidos são classificados para suportar somente 30 Gs de choque ao salvar informações e 60 Gs ao recuperar informações.

E por que considerar o choque é importante para o seu disco rígido ou SSD?

Como os discos rígidos funcionam usando braços de gravação, que ficam a poucos nanômetros acima dos discos giratórios, há menos espaço para erros, caso a unidade sofra um choque - talvez ao ser derrubada ou atingida. Se o braço de um disco rígido for batido e se mover por apenas alguns nanômetros, ele poderá arranhar o disco e arruina-lo para sempre. É por isso que o fato de os SSDs não usarem partes móveis é importante - há menos risco de algo dar errado.

A transição de HDDS para SSDs já está acontecendo. A tendência é que, em alguns anos, os computadores já saiam das fábricas com a nova tecnologia, e que os discos mecânicos fiquem no passado.