18 Fevereiro 2019
Fonte:: Olhar Digital

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Os sites da web que você acessa coletam muito mais informações sobre seu uso do que você imagina. Um estudo publicado na semana passada indica que centenas de páginas da web usam scripts para coletar o que o usuário digita, os movimentos do mouse e mais em tempo real.

Dos 50.000 sites com mais tráfego na web, 482 usam esses scripts, incluindo sites de grandes empresas como Microsoft e Adobe. Esses scripts normalmente são usados por empresas de análise de dados para ajudar a entender como usuários interagem com um site, além de identificar páginas que deixem visitantes confusos.

O problema é que dados coletados incluem até mesmo o que o usuário começou a escrever e apagou. Se ele começou a digitar o número de cartão de crédito, mas desistiu no meio e apagou, pouco importa: essas teclas digitadas foram coletadas e podem ser observadas por analistas dessas empresas. "Isso pode expor usuários a roubo de identidade, golpes online, e outros comportamentos indesejados", explica Steven Englehardt, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.

O vídeo abaixo mostra um desses scripts em ação:

Para os mais preocupados com a privacidade online, a conclusão dos pesquisadores não é muito animadora. Não há muito o que fazer para evitar essa coleta de dados, e por mais que bloqueadores de anúncios e o recurso "não rastrear" do navegador ajudem a impedir a ação de alguns desses scripts, não há como ter certeza de que nenhuma informação está sendo coletada indevidamente.

Fonte:: IDGNOW!

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Segundo levantamento da BigData Corp, blogs representam em torno de 55% dos 10 milhões de sites ativos no país atualmente.

Os blogs representam mais da metade dos sites ativos no Brasil, segundo um novo levantamento divulgado recentemente pela empresa BigDataCorp, que realiza o monitoramento semanal de mais de 20 milhões de sites brasileiros (sendo que apenas metade é ativa).

De acordo com a companhia, atualmente existem cerca de 10 milhões de sites ativos no país, dos quais 5,5 milhões são blogs – o que representa algo em torno de 55%.

O grande número de blogs está se transformando rapidamente em um mercado que concorre pela verba de publicidade. Isso porque 82% desses blogs adotam alguma rede de anúncios – o Google AdSense lidera no segmento, com 54%.

Um tema

Conforme a pesquisa, uma boa parte dos sites é dedicada a um tema predominante, com destaque para os blogs de moda (1,81%), tecnologia (1,76%), cultura (1,6%), política (1,3%), esportes (1,24%) e viagem (1,19%).

Audiência

No entanto, menos de 1% (0,94%) dos blogs brasileiros consegue superar a marca de meio milhão de acessos por mês. A maioria deles, aliás, possui audiência bem baixa: 96,5% registram até 10 mil visitas mensais.

Além disso, apenas 13,97% dos blogs contam com 5 mil imagens ou mais em seus acervos, o que pode ser explicado pelo tempo médio de vida bastante curto: apenas 12 meses, conforme a Big Data Corp.

Fonte:: Olhar Digital

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A organização sem fins lucrativos Freedom House publicou recentemente a versão de 2017 do seu relatório "Freedom of the Internet". O levantamento usa uma série de indicadores para avaliar se a internet é realmente livre em uma série de países, e concluiu que a rede brasileira é "parcialmente livre".

Numa escala que vai de 0 (totalmente livre) a 100 (totalmente restrita), a organização deu ao Brasil a nota 33. Com essa pontuação, o país fica na mesma categoria de Colômbia, Nigéria, Quirguistão e México. Ele fica à frente de países como Rússia, China e Venezuela, nos quais a rede ainda é mais restrita, mas atrás de nações como Hungria, Africa do Sul, Argentina e Estônia, nos quais ela é mais livre.

Aumento na repressão

De acordo com a organização, a liberdade da internet caiu em 32 países - incluindo o Brasil. Apenas 13 das nações estudadas mostraram avanços com relação ao ano passado, e na maioria das vezes avanços bem pequenos. Os 65 países avaliados no levantamento incluem 87% dos usuários de internet do mundo todo, segundo a organização.

No Brasil, o estudo concluiu que bots políticos ainda são a principal forma de desinformação e notícias falsas usadas - o que vai ao encontro de outros levantamentos de mesmo teor já realizados. Em termos de censura, o país enfrenta um problema grave de silenciamento de conteúdo crítico a autoridades. Artigos relacionados a corrupção e sátiras políticas também foram alvos de censura no último ano.

Conteúdo digital, morte física

Foi considerada "censura" toda situação na qual o governo exigiu a retirada do conteúdo, ou na qual forças estatais ameaçaram usuários de multa ou encarceramento por compartilhar tal conteúdo. Mas infelizmente essa não foi a única instância em que o compartilhamento ou a autoria de determinadas opiniões gerou problemas para os usuários brasileiros.

Segundo a organização, o Brasil foi um dos 30 países que tiveram ataques físicos a pessoas em represália às suas atividades online. Ele foi também um dois oito países nos quais pessoas foram assassinadas por conta do que escreveram na internet, e um dos quatro países nos quais tais homicídios vêm se repetindo ao longo dos três últimos anos (ao lado de México, Síria e Paquistão).

Outros controles

Além da censura e da violência física, outras formas de restrição também afetaram a internet brasileira. O estudo cita também o bloqueio de redes sociais ou apps de comunicação, a detenção de blogueiros ou jornalistas por compartilhar conteúdos políticos e ataques técnicos contra críticos do governo ou contra instituições de proteção aos direitos humanos.

Fonte:: Olhar Digital

hacker

Em parceria com a Universidade da Califórnia em Berkeley, o Google divulgou nesta sexta-feira, 10, o resultado de um estudo sobre segurança na internet e sobre o roubo de credenciais - longin e senha - de pessoas ao redor do mundo.

O estudo monitorou e registrou 25 mil ferramentas diferentes usadas para os mais diversos golpes na internet, de phishing a falhas de segurança. Ao todo, os pesquisadores do Google e de Berkeley identificaram mais de 3,3 bilhões de credenciais roubadas sendo usadas na web.

No período entre março de 2016 e março de 2017, ferramentas de phishing e keylogging foram usadas para roubar uma média de 248 mil contas toda semana. Em outras palavras, são quase 1 milhão de credenciais roubadas por mês.

A maioria das contas roubadas, porém, foram parar nas mãos de hackers por culpa de vazamentos e falhas de segurança em empresas que deveriam proteger o login e a senha do usuário. É o caso dos recentes vazamentos da Equifax, do Yahoo e outras companhias.

Segundo o Google, porém, o maior risco para os usuários está nas ferramentas que os atacam diretamente, como os golpes de phishing e keylogging. No primeiro, um hacker usa de truques de engenharia social para se passar por uma empresa ou pessoa confiável, e, assim, roubar dados pessoais dos usuários. No segundo, um código malicioso registra as teclas que a vítima digita ao acessar algum serviço.

Em ambos os casos, um descuido do usuário é tudo o que o hacker precisa para ter acesso à sua conta. Através de phishing e keylogging, um invasor tem mais chances de roubar uma conta porque, com essas informações extras, ele pode muito bem ultrapassar as barreiras de um sistema de autenticação em duas etapas.

Das 3,3 bilhões de contas roubadas que os pesquisadores encontraram, 788 mil foram obtidas por meio de keylogging e 12 milhões foram por meio de phishing. Após o estudo, o Google diz que conseguiu reforçar a segurança de ao menos 67 milhões de contas que estavam vulneráveis. A empresa recomenda que usuários de seus serviços façam um check-up de segurança regularmente.

Fonte:: Olhar Digital

tor

O Tor é um navegador criado para navegação anônima, protegendo o usuário de ser identificado tanto para fins nobres (denúncias contra governos autoritários, por exemplo) quanto para fins criminosos (tráfico de drogas e pedofilia, por exemplo). Então, é compreensível que a comunidade tome um susto com um bug que estava vazando os IPs reais dos usuários.

A falha, batizada como “TorMoil” (um jogo de palavras com o nome do browser que pode ser traduzido como “turbulência”), foi identificada nas versões de macOS e do Linux. Ela se apresenta se o usuário tenta acessar um tipo específico de link, que comecem com “file://” em vez dos mais comuns “http://” ou “https://”, como explica o Ars Technica.

A vulnerabilidade foi descoberta por uma empresa de segurança chamada We Are Segment, que relatou a brecha diretamente para os desenvolvedores do Tor, que distribuíram uma correção temporária que soluciona o problema enquanto uma solução definitiva não fica pronta. Na prática, é a famosa “gambiarra”.

“A correção que distribuímos é uma solução alternativa que impede o vazamento. Como resultado, navegar por URLs com ‘file://’ podem não funcionar conforme o esperado”, dizem os representantes do Tor Project. Desta forma, ao clicar em links com esse prefixo ou digitá-los na barra de endereço, o navegador simplesmente não será capaz de abri-los. A alternativa oferecida pelos desenvolvedores é arrastar o endereço com o mouse para a barra de endereços ou para uma nova aba.

Vale notar que a falha não atinge usuários do Tor no Windows. Além disso, o comunicado do Tor diz que não há evidências de que a brecha tivesse sido explorada durante o tempo em que esteve aberta. Isso dito, a falta de provas não significa que a vulnerabilidade jamais tenha sido aproveitada, então usuários do navegador no Linux e no Mac devem atualizar o navegador o quanto antes.

Fonte:: Olhar Digital

windows10

A Microsoft ofereceu aos usuários do Windows 7, 8 e 8.1 a atualização gratuita dos seus sistemas operacionais para o Windows 10 até meados de 2016. No entanto, os clientes que usam tecnologias de acessibilidade ainda tinham a possibilidade instalar o novo sistema operacional de graça.

Agora, a empresa irá encerrar essa forma de atualização no dia 31 de dezembro deste ano. Conforme relata o site Ginjfo, a Microsoft atualizou a sua página de FAQ, indicando a data de encerramento da atualização gratuita.

O Windows 10, que foi lançado em 2015, recebeu novos recursos voltados para os deficientes físicos, incluindo leitura de tela e suporte para acompanhamento de movimento dos olhos.