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Quanto custa acompanhar o ritmo de updates do Windows 10?

Fonte:: IDGNOW!

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A Microsoft deu todos os tipos de razões aos consumidores para mostrar que o ritmo mais rápido de atualizações do Windows 10 é uma ótima ideia, desde manter-se atualizado com as mudanças tecnológicas até ficar à frente dos hackers ao melhorar constantemente a segurança.

O que nunca é falado é quanto esses lançamentos mais rápidos custam aos usuários.

Em um relatório recente, a Gartner colocou números na mesa e concluiu que os updates de recursos bianuais da Microsoft eram um peso maior para as empresas do que o tempo padrão de upgrade, que variava entre seis e oito anos, até a chegada do Windows 10 em 2015.

O documento descreve uma ferramenta oferecida pela consultoria aos clientes, a "Windows 10 Feature Update Cost Model”, que permite que as empresas estimem os custos para aplicar entre um e dois updates desse tipo ao ano. O objetivo: “esboçar e planejar as suas necessidades de custos e mão de obra” para essas transições.

“As organizações precisam avançar de comandar projetos poucos frequentes com a atualização do Windows a cada seis ou oito anos para ter um processo contínuo de qualificar e impulsionar os updates a cada seis ou 12 meses”, afirma a Gartner no relatório. “Isso resulta em um padrão diferente para pessoal e orçamento. Tarefas que costumavam ser feitas em um projeto financiado de forma separada – possivelmente com a ajuda de um provedor de serviços – se transformam em uma tarefa que precisa ser feita continuamente, provavelmente pela equipe de TI existente.”

A Gartner afirma que esse modelo prova que o Windows 10 é menos caro para fazer o upgrade ao longo de um período de seis anos em comparação com o grande upgrade “das antigas”, desde que as empresas se limitem a atualizar o Windows 10 uma vez ao ano. Mas participe da “festa de atualizações” da Microsoft duas vezes ao ano e os custos vão superar a abordagem tradicional.

“As organizações que implementarem duas atualizações ao ano terão custos significativamente maiores do que tinham quando faziam um upgrade a cada seis anos”, afirma a Gartner. Segundo a consultoria, os custos dobram nesses casos.

A Gartner mostrou o resultado das estimativas ao demonstrar aos clientes um passo a passo sobre uma empresa fictícia de 2.500 funcionários. Em um exemplo, a maior parte dos PCs não eram gerenciados de forma rigorosa, o que significa que os profissionais podiam instalar aplicativos e mudar as configurações como quisessem. No outro, a empresa tinha um ambiente “locked and automated” (algo como “travado e automatizado”), muito mais controlados. Em ambos os casos, a Gartner colocou os custos para uma e para duas atualizações ao ano. Esses valores então foram comparados ao custo atual de fazer um upgrade a cada seis anos.

No cenário base, cada PC não gerenciado custaria 445 dólares para receber um upgrade, com a maioria do valor sendo de custos diretos ao departamento de TI. Um PC gerenciado de perto pela empresa, por outro lado, custaria apenas 256 dólares para receber o mesmo upgrade principal - a cada seis anos.

Implementar um upgrade de recursos do Windows 10 por ano geraria custos totais próximos dos registrados no upgrade feito a cada seis anos, conforme a Gartner. Em um cenário sem gerenciamento das máquinas, o upgrade de cada PC custaria 77 dólares ao ano – ou 462 dólares em seis anos (seis upgrades), representando um aumento de 4% em relação ao valor base. Já os PCs gerenciados de perto teriam um custo de 43 dólares por upgrade, ou 258 dólares no total, representando um aumento de apenas 1% em relação ao custo do upgrade a cada seis anos. 

Mas ampliar a frequência dos upgrades de uma para duas vezes ao ano joga os custos lá para cima. Cada PC não gerenciado teria um custo de 66 dólares por upgrade, ou 792 dólares ao longo de seis anos (12 upgrades), um aumento de 78% em relação ao método tradicional de um upgrade a cada seis anos. Já nos PCs gerenciados, por outro lado, cada upgrade custa 42 dólares, ou 504 dólares no total, um aumento de 97%.

Ao limitar o suporte de cada upgrade a 18 meses, a Microsoft torna muito difícil (se não impossível) que a maioria das empresas pulem os upgrades alternativos e assim implementem apenas uma atualização principal por ano. O Gartner, na verdade, chegou a fazer uma campanha para um suporte maior, de 24 meses, digamos, que permitiria que mais clients pudessem realizer apenas um upgrade ao ano. Esse lobby teve origem no feedback que recebeu dos seus clientes, de acordo com a consultoria.

“A Microsoft gostaria que as empresas implementassem todos os updates, mas as organizações tem sido desafiadas a implementar updates a cada seis meses, e muitas esperam fazer apenas uma atualização por ano”, afirma a Gartner no relatório em questão.

Adotar um upgrade único do Windows 10 por ano será possível em 2018 e 2019, uma vez que a Microsoft adicionou temporariamente seis meses extras às versões 1703 e 1709 do Windows 10, para um suporte total de 24 meses. Mas com a versão 1803, lançada em 30 de abril, o suporte de 18 meses já retornou; essa build será aposentada em novembro de 2019.